20 janeiro 2017

Meu look de R$ 20 reais+Texto sobre consumismo

Se têm uma coisa que eu amo fazer é estudar vitrines,  gosto de comparar meu gosto pessoal com a da loja em questão, organizar e colocar tudo em ordem de acordo com a trend do momento sem deixar que a loja perca sua identidade, essas fotos foram feitas a um tempo atrás no centro de Campina Grande, cidade onde moro atualmente e o que mais me encanta por aqui é que muitas das lojas não têm vitrinistas, nem mesmo pessoas com cursos de moda ou algo do tipo, mesmo assim têm super sensibilidade e um gosto pessoal bem apurado na moda, digamos que é mais fácil encontrar vitrines bonitas do que feias... Pareci que tudo por aqui é escolhido a dedo, as cores da mesma paleta, os tecidos em união e as vezes fazendo mix de texturas, as tendências do momento e juntos unidos a identidade da loja... Eu amo Vitrines, desde que lembro-me com vida, nunca deixei de virar a cabeça para olhar seja qualquer vitrine que for. Apontar dedos eram inevitáveis na infância que sempre vinha junto com uma bronca da minha mãe, seguida de :
 - Não aponte o dedo isso é feio rs.
 Lá vinha a moça para fora da loja, perguntando se podia ajudar, e minha mãe com cara feia ia embora... 
-O menina não pode ver nada.rs  Sempre foi assim...Continuo a mesma de sempre só que mais exigente.  As pessoas daqui têm muito bom gosto, embora elas acreditem que SP seja o point da moda no Brasil e é, rs porém nem todo mundo têm essa visão, Em SP nas ruas se ver diversidades de estilo ou até mesmo falta dele. hehe. O que percebo daqui é que as pessoas super se preocupam com o que vão vestir, seja por amor próprio ou até mesmo pra ostentar, dai minha visão sobre moda, muda do ponto de vista que ela não te faz mais bem e sim faz com que você use da mesma, para se sentir outra "pessoa" ou até muitas vezes humilhar alguém...
Já vi gente rindo da roupa da outra, já vi muita gente comentando da marca que outra pessoa usava com olhar de inveja, já vi pessoas brigando por peças, pessoas trocando roupas com amigas pra viver de aparências, não que isso seja um problema que fique claro, digo a parte de estar sempre aparentemente "Ryca", já vi de tudo nesse meio, coisas que nem convêm falar, é muito empoderamento para pouca verdade. 

Consumismo

Foi exatamente pensando no modo com as pessoas vêem a moda que eu quis escrever esse post.
Amo moda e tudo desse meio parece devastador, eu amo mesmo é a parte de inspirar, de fazer pessoas se sentirem mais confiante com aquela calça no número certo, com aquela blusa que disfarça a gordurinha, levantar a auto-estima fazer alguém se sentir linda ou até mesmo se amar mais. A moda faz isso por mim também!
Não gostaria de generalizar e sei que existe isso em todos os lugares sem escolha de cor, raça, gênero ou religião, mais preciso enfatizar que por aqui onde moro a ostentação  é bem ressaltado por sinal.
Não são todas as pessoas, mas durante o tempo que estou morando aqui, tenho visto mães que deixam de comprar comida, para comprar aquela calça de R$ 400 reais para a filha que precisa mostrar para amiga que pode mais... 
Ok R$ 400 reais em uma calça não é um crime, sou super a favor se você pode R$ e vai usar anos a peça de qualidade, eu mesma, pago mais caro por peças atemporais. A questão é... Até onde têm ido essa geração de "eu posso mais!" Aonde as mães estão colocando valores empregados em peças de roupas ou objetos pessoais? Garanto que sim, isso forma carácter. Estamos caminhando perigosamente para uma grande encruzilhada e em pouco tempo veremos um retrato cruel de nossa sociedade ou já estamos vendo não é mesmo?.  Hoje jovens cada vez mais estimulados a obter e a ostentar sem nenhuma responsabilidade. Por sede de capital e de poder, sufocando a simplicidade em troca de uma disputa ensandecida entre aqueles que só pensam ser importante se têm algo da marca da moda, da logo mais cara, da loja conceituada da cidade, do clube e do ambiente mais bem visitado, da comida mais legal que você respeita.
Foi ai que eu vim esfregar na cara da sociedade #Mentira kkk Genteem eu só vim trazer um look montado com apenas R$ 20 reais na Humildade aqui não me julguem, Isso mesmo!!! Uma blusa R$ 10,00 e um short que também foi R$ 10,00 não esta nada mal né? você pode e deve se vestir bem, mais isso não depende de quanto pagou nas peças que usa, eu conheço pessoas que só usam grife e não estão nem um pouco bonitas visualmente. Desculpe-me pelo colete quis dar um charme a mais um Hi-lo talvez ...
Mais a verdade é que eu quis mostrar o quanto podemos ser a mesma pessoa gastando menos, usei as cores que mais amo, peças super fresquinhas pro verão, arrisquei a 3 peça O colete pra dá uma quebrada, mais esse look com um tênis sem colete fica mara.
confesso que na adolescência, eu mesma fui aloka das marcas... Sei bem o que é ser incentivada e muitas vezes acabar sufocando os pais, sei como é isso porque lá dentro das lojas tudo parece mágico, grande e alegremente anárquico. Há música em todos os locais. As vitrines estão muito bem decoradas. O ambiente está propício para um passeio gratificante. Estamos, quase sem perceber, em uma selva de consumo onde, inevitavelmente, cairemos em algumas das “armadilhas” que equipes formadas por psicossociólogos, arquitetos, decoradores, iluminadores e especialistas em marketing prepararam para os consumidores potenciais. Assim, hoje estamos assistindo a uma novela que se passa na Índia, e temos a oportunidade de assistir lindas mulheres, ricas e sensuais, com suas roupas tradicionais. Hoje no Brasil a moda indiana é uma realidade, e está nas ruas. O que as pessoas estão comprando não é a roupa tradicional das mulheres indianas, mas o símbolo do poder e da beleza que a novela traduz, através de suas belas atrizes. Moda e consumo são indissociáveis, assim como a Moda e Poder, pois através da moda podemos nos apropriar daquilo que desejamos. Essa é uma discussão bastante subjetiva e, portanto filosófica, pois acompanhar as tendências da moda também faz parte da natureza humana, o que não pode acontecer é direcionarmos nossas emoções ao objeto de consumo, pois ai nos tornamos escravos da moda e do consumo. Vale da uma olhada para dentro de nos mesmos, somos mais do que podemos mostrar!
Somos essência e não apenas veículos de comunicação visuais onde estampamos sorrisos por ter ou ser a pessoa que parece ter.
    Gostaria que a dor na consciência que tive ainda aos 16 anos, atinjam todos os consumistas de plantões, não apenas os que não têm... Mais aqueles que também trabalham para ter o que sonham. E não têm nada de errado em estar na moda, em amar esse mundo, eu o amo mesmo com todas as circunstâncias que a rodeia.
A dica de hoje:  Não viva em torno do que se pode comprar, a vida passa, e muitas vezes o que você apresentou pra sociedade na questão "ter" já não faz diferença depois da morte. Tanto faz se você tinha, teve era ou não era, o que vai ficar e será lembrado é se você era do bem, legal divertido, isso sim será lembrado e todos sentiram falta...Do que têm graça a vida sem gastar tempo fazendo o bem? desapegando do que não se usa, olhando para menos favorecidos com amor, querendo voltar a ser criança e se satisfazer em ir a um passeio apenas pra tomar sorvete, você é capaz disso? de se satisfazer em tomar apenas um sorvete e ficar grato por isso? Deixe um legado. Amo andar com pessoas simples e na maioria das vezes me afasto das que dizem "ter" porque não me faz diferença no lado positivo isso, A crítica desse texto não é sobre as pessoas e sim sobre sua visão de quem elas mesmo são, porque o que elas vestem só mostram muitas vezes o que elas querem mostrar, mais deixam bem claro o desespero pelo constante "SER MAIOR"  que de fato não existe. Sou a favor do amor próprio sim, se ame, compre o que mais gosta de usar, sonhe alto, ria muito, grite pouco, fale mesmo, viaje mais, mostre menos e seja mais! 


Fotos por Dalisson Markel > Facebook Tel > (83)99654-2331 whatsapp

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